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Desenvolvimento de projetos de interiores com todas as etapas necessárias à transformação dos espaços internos. • Reformulação de planta de apartamentos e casas que apresentem distribuição antiquada ou inadequada às necessidades do cliente. • Layout com posicionamento de mobiliário para adequação de pontos de instalações tais como tomadas, telefonia, TV a cabo e pontos de rede para computadores. • Rebaixamentos em gêsso, criando movimento de teto com iluminação especialmente projetada para cada ambiente. • Detalhamento de marcenaria, como armários, divisórias, estantes, home theater , bancadas de banheiro e cozinhas. • Especificação de revestimentos, pisos, cores e texturas. • Projeto de decoração específico para cada ambiente.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Algumas dicas.

BANHEIROS

15 perguntas sobre banheiro:


1. Como o banheiro é um ambiente úmido, que cuidados devo ter na hora de escolher luminárias para esse espaço?
Prefira luminárias embutidas em sancas de gesso ou escolha modelos que tenham fechamento de vidro, como os spots e os plafonds. Informe-se se a peça recebeu pintura eletrostática, que não enferruja nem descasca em contato com a água. Tão importante quanto a luminária são as lâmpadas. Prefira as halógenas de facho difuso, cuja fidelidade de reprodução de cores é mais alta, ideal na hora de se maquiar ou fazer a barba. Há no mercado algumas opções próprias para áreas úmidas. As lâmpadas halopar 20, por exemplo, são blindadas e podem ser instaladas até mesmo dentro de boxes. Para conseguir uma luz muito próxima à do dia, experimente combinar a halopar 20 a uma lâmpada fluorescente, cuja capacidade de reprodução de cor chega a 90%. A fluorescente pode ficar próxima à bancada com espelho, onde não há tanta umidade. Se o banheiro tiver um forro de gesso, uma boa opção é rasgar esse forro, embutir as lâmpadas e fechar com uma chapa de acrílico, que barra o calor produzido pelas lâmpadas halógenas e produz um efeito estético bem contemporâneo.

2. Quais são os espelhos mais indicados para banheiros? É possível colá-los na parede sem que os materiais utilizados mofem com a umidade?
Os espelhos devem ser livres de mercúrio na composição e protegidos na parte de trás por uma camada de resina epóxi. Essas características buscam prevenir a oxidação e o consequente aparecimento de manchas na superfície espelhada. Com relação à fixação, é possível colá-los diretamente na parede com um selante adesivo (conhecido como Fixa Espelho) e fita adesiva de espuma de poliuretano dupla face. Cuide para que os materiais sejam aplicados na vertical, o mesmo sentido em que a água da umidade escorre pelo azulejo. Para combater o mofo, não há outra saída: é preciso que o ambiente seja ventilado. Dica: deixe o banheiro sempre aberto após o banho para eliminar o vapor. Já o espelho pede cuidados na hora da limpeza. Não utilize produtos abrasivos nem borrife os do tipo limpa-vidro nas bordas. Na hora da compra, prefira revendedores que deem garantia.

3. Qual a altura ideal da bancada de banheiro para instalar uma cuba de apoio de 17 cm de altura (40 cm de largura x 40 cm de profundidade)?
A altura-padrão de uma bancada de banheiro com cuba embutida é 85 cm. No caso de pessoas altas, pode-se aumentar essa medida em 5 cm. Como sua bancada é de cuba apoiada, deve-se tomar a superfície da cuba como a altura máxima, ou seja 90 cm. Dessa forma, a sua bancada estará a 73 cm do chão. Bancadas mais altas do que isso não são indicadas, pois esteticamente causariam estranhamento e desarmonia com os demais componentes do ambiente.


4. Que espécies de plantas são indicadas para banheiros e lavabos?
Para ambientes úmidos, como o banheiro e o lavabo, escolha entre lírio-da-paz, antúrio e orquídeas. Mas atenção: por mais que essas plantas gostem de umidade, elas também precisam de claridade e ventilação, características nem sempre encontradas nesse tipo de ambiente. Se esse for o caso, a solução é transferi-las, algumas horas por dia, para um lugar luminoso e ventilado.

5. Posso usar cimento queimado no piso do banheiro? O custo é realmente baixo? Um deque de madeira na área molhada ficará bom?
Sim, é possível aplicar cimento queimado no piso do banheiro. Porém, como o acabamento costuma ser escorregadio, o ideal é limitá-lo às áreas secas e instalar um material antiderrapante no boxe. A ideia de colocar um deque de madeira no local, portanto, é bem-vinda. Prefira espécies como ipê e cumaru, tratadas com verniz à base de água. Quanto ao custo, na Ladrilar, o kit de cimento polimérico (receita industrializada de cimento queimado) varia de 23 a 29 reais, o m², enquanto, segundo o Índice A&C, da revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO de agosto de 2009, o preço médio do porcelanato é 63,32 reais, o m², e do ladrilho hidráulico, 33,40 reais, o m² (valores sem mão de obra). Procure um aplicador de cimento experiente - o material pode trincar e, por ser poroso, pede uma camada de seladora para concreto após a secagem.

6. Como posso disfarçar o boxe em um banheiro social?
Instalar um rolô do tipo tela solar, de PVC, que cubra toda a largura da cabine e chegue até o piso, é uma forma de ocultar o boxe. Caso algum hóspede precise usar o chuveiro, basta recolher totalmente a persiana. O produto resiste a ambientes úmidos e deixa a luz natural passar. O boxe também pode ser disfarçado com a aplicação sobre o vidro de um adesivo vinílico metalizado, material que suporta a umidade e produz um efeito espelhado. Antes da instalação, é preciso vedar bem as junções do vidro com silicone a fim de evitar a passagem de água, o que prejudicaria a fixação da cola.

7. Num banheiro integrado ao quarto, como fazer o acabamento na junção entre o piso de porcelanato e o de laminado de madeira? A régua de arremate é realmente necessária?
É importante adotar a peça de arremate entre o porcelanato e o laminado para garantir um bom acabamento. Uma régua do próprio laminado, porém, pode se danificar com a água da limpeza. Prefira um material que não sofra com a umidade, como uma baguete do mesmo mármore ou granito usado na bancada. Mas atenção para que não haja desníveis, responsáveis por tropeços. Outra sugestão, visualmente neutra e moderna, é o perfil metálico em U, de aço inox ou alumínio pintado de branco: fino e resistente, garante um acabamento discreto. Nesse caso, cuidado com o esquadro e a paginação do porcelanato, que deve começar no perfil. Ou seja, junto a ele, instalam-se as peças inteiras, e não as cortadas.

8. Posso revestir de tecido uma parede do banheiro cujos azulejos receberam pintura epóxi?
É possível revestir a parede azulejada e com pintura epóxi de tecido, já que ele é preso pelas bordas, em requadros de madeira, e fica esticado sobre uma espuma, que disfarçará os sulcos do rejunte. Essa instalação é trabalhosa e pede mão-de-obra experiente. Escolha um tecido acrílico, usado em áreas externas – outros tipos tendem a embolorar mesmo que a ventilação do espaço seja boa. Você pode ainda optar por um papel de parede vinílico e lavável, mas será preciso nivelar a superfície com massacorrida e lixa e passar tinta látex PVA antes da aplicação. Para o papel, a ventilação eficiente é ainda mais necessária: até um modelo resistente pode se descolar com o vapor.

9. Quando o banheiro tem duas cubas, o certo é colocar um espelho para cada uma? Como deve ser a iluminação para facilitar a maquiagem e o barbear?
Se as duas cubas ficam na mesma bancada e o banheiro é grande, você pode optar entre instalar um espelho único, que acompanhe a extensão do tampo, ou colocar uma peça para cada usuário. Caso o ambiente seja pequeno, adote um espelho só, da largura da bancada – ele fará o ambiente parecer maior. Cubas em paredes separadas, é claro, pedem espelhos individuais. Tanto para a maquiagem como para o barbear, recomenda-se iluminar a bancada por meio de arandelas, fixadas na parede do espelho, à distância de 1,40 m do piso. Outra opção seria embutir spots com lâmpadas dicróicas no forro de gesso, centralizados em relação à profundidade do tampo. Em ambos os casos, há uma boa reprodução de cores e evitam-se sombras.

10. Quais as vantagens e as desvantagens de revestir a parede do banheiro de granito?
Durável, essa pedra é menos porosa e mais fácil de limpar do que o mármore. "Além disso, possui maior brilho e está menos propícia a riscar e a manchar", afirma a arquiteta Carolina Mesquita, de São Paulo. Quem optar por tonalidade clara terá de usar argamassa colante branca para que as peças não fiquem tingidas. Para uma instalação correta, é preciso ainda que a parede esteja muito bem nivelada e seca. Mas, antes de se decidir por essa pedra, avalie seu impacto visual no banheiro. "Algumas variedades, muito pigmentadas, podem deixar o local pesado, especialmente se ele for pequeno".
 
11. Quais as dimensões mínimas para instalar um vaso sanitário num compartimento separado do restante do banheiro?
Leve em consideração fatores como o tamanho da louça sanitária e o mecanismo de abertura da porta do banheiro (para dentro, para fora ou sanfonada). "Respeitando as regras estabelecidas pela norma NBR 9 050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, as dimensões mínimas para instalar um vaso sanitário num compartimento separado do restante do banheiro é 125 cm de comprimento por 85 cm de largura", informa Gabriela Novaes, arquiteta e analista de decoração da construtora Habitare, de Belo Horizonte. Essas medidas, contudo, se aplicam a situações com porta sanfonada ou com abertura para fora, proporcionando ao usuário um espaço livre de giro interno de 60 cm. Se a porta abrir para dentro, o comprimento deverá ser de 185 cm.
 
12. Como é a preparação para a aplicação de laminado em paredes de drywall? Quais os cuidados com a umidade, especialmente em banheiros?
O uso de laminado em ambientes úmidos como banheiros, cozinhas, copas, áreas de serviço e lavanderias é uma alternativa ao material cerâmico por sua superfície lisa e contínua, o que facilita a limpeza. “No entanto, se a colagem sobre o drywall não for especialmente bem-feita nessas áreas, é possível que ocorram problemas como os descolamentos que dão origem a barrigas na parede”, alerta Allen Dupré, consultor da Associação Brasileira de Fabricantes de Chapas para Drywall. Os cuidados para prevenir o problema e garantir um bom acabamento no banheiro começam no projeto: o espaçamento entre perfis verticais de aço galvanizado que compõem a estrutura da parede deverá ser de 40 cm (e não de 60 cm, como indicado em áreas secas). “As chapas de gesso, por sua vez, precisam ser parafusadas na posição horizontal”, informa o consultor. O tratamento das juntas entre chapas e perfis merece atenção, a fim de que se obtenha uma superfície sem reentrâncias ou saliências. “Ao final, a porção inferior da parede de drywall, do piso até 20 cm de altura, deve ser impermeabilizada com os mesmos materiais utilizados em alvenaria”, afirma. Tomados esses cuidados, faz-se a fixação do revestimento diretamente sobre o gesso espalhando a cola nas duas superfícies para evitar a formação de bolhas de ar. “Ao comprar a folha de laminado, escolha a de 1,3 mm de espessura, que é um pouco mais cara que a de 1 mm, porém mais resistente, e não deixará aparentes as juntas das placas de drywall”, indica o engenheiro Ricardo Sasso, de São Paulo.
 
13. É possível retirar manchas brancas do vidro temperado do boxe?
“Causadas pela umidade do ar, que oxida a superfície do vidro, pela amônia presente em resíduos de sabonetes, por produtos de limpeza e até pela ação do flúor contido na água, essas manchas devem ser retiradas com uma substância chamada óxido de cério”, explica Remy Neto, consultor técnico da Pilkington. Aplicado com uma bucha, esse pó cerâmico polirá o vidro, eliminando manchas e pequenos riscos. “O ideal é contar com mão-de-obra especializada, que utiliza uma máquina especial para dar acabamento ao vidro depois da aplicação do óxido”, diz Jairo Eduardo Kurgan, designer da Americanbox, de São Paulo. Se a superfície afetada for maior do que 5 cm2, Jairo recomenda trocar o boxe, pois a restauração afetará a espessura do vidro, que se tornará mais frágil e poderá quebrar sozinho. Para evitar a formação dessas manchas, deixe o banheiro sempre ventilado, com portas ou janelas abertas.
 
14. Quais são as dimensões mínimas de um boxe? 

“Como essa medida é tomada com base no giro dos cotovelos na posição de lavar a cabeça, o melhor formato para o boxe é o redondo, com diâmetro de 0,90 m”, afirma o arquiteto Ângelo Bucci, de São Paulo. No caso de um boxe quadrado, essa conta resulta numa área de 0,90 x 0,90 m, segundo o arquiteto Antônio Carlos Barossi, professor de projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Para instalar duas duchas, tendência comum atualmente, reserve um espaço de 1,60 x 0,90 m e 80 cm entre elas. Se você pretende reformar seu boxe para se adequar a essas medidas, Ângelo sugere a instalação do piso-box (abaixo), uma espécie de caixa de fibra de vidro que pode ser instalada diretamente sobre o revestimento existente no banheiro. “É um produto avançado, com preço atraente e que causa pouco transtorno na obra”, diz Ângelo. Fornecido em modelos prontos ou sob medida, o piso-box possui uma saída de água que se adapta ao sistema hidráulico. A Pex do Brasil e a Astra fornecem o produto em vários tamanhos.
 
15. Como trocar o vaso convencional por um com caixa acoplada? Este realmente economiza água?
É o desenho da bacia e não o sistema de descarga (válvula ou caixa) que responde pelo consumo de água, segundo o engenheiro Cristiano Aron, da Deca Hydra. Se a intenção é economizar, substitua o modelo por um equivalente de baixo consumo (6 litros por vez). Assim, não será preciso mexer na válvula de descarga nem quebrar o piso e a parede. Se, de qualquer forma, você quiser instalar uma bacia com caixa, precisará de ligação flexível, tubulação de três quartos de polegada, adaptadores para tubulação, azulejos e pisos, além de contratar mão-de-obra. “Quebra-se a parede para remover a válvula e adapta-se a tubulação existente à largura do ponto de entrada de água da nova bacia”, explica o engenheiro. Depois, retira-se o piso para afastar o ponto de esgoto da parede. Instalada sob a bacia, essa saída deve estar a uma distância determinada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT): 30 cm para a bacia com caixa acoplada, contra 26 cm para o modelo convencional. Atenção: em apartamentos, a alteração do ponto de esgoto acontece pelo banheiro do vizinho de baixo. Convém, portanto, conversar antes de começar a reforma.
 
 
 
 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Design e leveza.

Com a melhora dos padrões LCD que estão cada vez maiores e mais finos, o design pede leveza no mobiliário e traz de volta a madeira de carvalho.
Trabalhar em casa está super em alta. O home-office vem integrado com outros espaços e essa tendência traz móveis articulados, reclináveis e motorizados, equipados com aparador para notebook e fiações e tomadas estarão cada vez mais escondidas.
O novo clássico, que é a composição de móveis antigos que contrastam com móveis modernos é o estilo popular da geração atual, chamado de “o tradicional contemporâneo”, continua e se mistura com cores fortes como o amarelo, que alegram o ambiente, e são chamados de cores que iluminam.
A iluminação junto com as cores mais coloridas, a mistura dos tons neutros como o verde que podem mudar de cor conforme a intensidade da luz são o que comandam os espaços.
Estampas japonesas, floral, xadrez, de todos os tamanhos, texturas, relevos terão grande destaque em 2010 em tapetes, tecidos, papéis de parede, etc.
A ostentação está por fora!
O que pega agora é o minimalismo: menos é mais. Para quem busca elegância e sofisticação, poderá compor preto com cristal para um ambiente mais luxuoso ou utilizar texturas românticas para trazer sensibilidade. A composição com acessórios africanos e influencias boemias chegam com força nos trabalhos artesanais.
E o eco-design que apesar de custar de 20% à 30% a mais, já virou uma tendência consolidada e continua crescendo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Tendências de decoração.

Tendências de mobiliário para 2010
Em 2010 os temas para a decoração de mobiliário serão “Relaxe, Trabalhe, Brinque”. Cadeiras, cabeceiras, balcões, criados-mudos e até a madeira de carvalho está de volta.
Em 2010 os escritórios domésticos serão integrados aos principais espaços. Os móveis de madeira de pinho serão pensados para se reclinarem de forma motorizada, equipados com bandeja, para colocar o computador, comer e escrever entre outras coisas.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bom dia!

Desejo a todos um semana maravilhosa!

Leiam a teoria do nosso amigo Isaac Newton.
E deixem aqui sua opinião.

Obrigada.




 Isaac Newton


Newton acreditava na teoria corpuscular da luz tendo grandes desavenças com Huygens que acreditava na teoria ondulatória. Posteriormente, provou-se que a teoria de Newton não explicava satisfatoriamente o fenômeno da cor. Mas sua teoria foi mais aceita devido ao seu grande reconhecimento pela gravitação. Apesar disso, Newton fez importantes experimentos sobre a decomposição da luz com prismas e acreditou que as cores eram devidas ao tamanho da partícula de luz.

O físico, inglês, Isaac Newton (1642-1727) realizou vários experimentos ao longo dos anos e revolucionou os conhecimentos sobre a luz. Em 1666, na feira de Woolsthorpe, comprou um prisma de vidro (vidro triangular – um peso de papel) e observou em seu quarto, como um raio de sol da janela se decompunha ao atravessar o prisma, sua atenção foi atraída pelas cores do espectro, onde um papel no caminho da luz que emergia do prisma aparecia às sete cores do espectro, em raios sucessivos: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul anil e o violeta. Desta maneira ele produziu seu pequeno arco-íris artificial. Rocha (2002, p. 219), relembra que Newton em seu livro Philosophical Transactions (1672), por meio de uma carta ao Editor de Cambridge para ser comunicada à R. Society, concluiu sua teoria comunicando:

"Para cumprir minha promessa anterior, devo sem mais cerimônias adicionais informar-lhe que no começo do ano de 1666 (época que me dedicava a polir vidros óptico de formas diferente da esférica), obtive um prisma de vidro retangular para tentar observar com ele o celebre fenômeno das cores. Para este fim, tendo escurecido meu quarto e feito um pequeno buraco na minha janela para deixar passar uma quantidade conveniente de luz do Sol, coloquei o meu prisma em uma entrada para que ela [a luz] pudesse ser assim refratada para a parede oposta. Isso era inicialmente um divertimento muito prazeroso: ver todas as cores vividas e intensamente assim produzidas, mas depois de um tempo dedicando-me a considerá-las mais seriamente, fiquei surpreso por vê-las..."

Em seguida, Newton repetiu a experiência com todas as raias correspondentes às sete cores, mas elas permaneciam simples. Desta forma ele concluiu que a luz branca é composta por todas as cores do espectro e provou isso reunindo as raias coloridas mediante a uma lente, obtendo, em seu foco, a luz branca. E mais adiante Rocha (2002, p. 220) destaca que em seu livro Philosophical Transactions (1672), Newton afirmou:

"Cores não são qualificações da luz derivadas de refração ou reflexões dos corpos naturais (como é geralmente acreditado), mas propriedades originais e inatas que são diferentes nos diversos raios. Alguns raios são dispositivos a exibir uma cor vermelha e nenhuma outra; alguns uma amarela e nenhuma outra, alguns uma verde e nenhuma outra e assim por diante. Nem há apenas raios próprios e particulares para as cores mais importantes, mas mesmo para todas as cores intermediárias."

Rocha (2002, p. 221) diz que o espectro não mostra cores nitidamente limitadas. Newton também teve a idéia de estabelecer relações entre elas e os sons da escala musical, dividindo as infinitas cores do espectro em sete grupos de cores: (todos os graus de) vermelho, laranja, verde, azul anil e violeta. Ainda hoje, é comum a divisão do espectro em sete cores é arbitraria. A distinção entre azul e anil é forçada desse número sete. Como não temos um critério preciso para definir determinada cor, é desnecessária a preocupação com o número e a denominação das cores do arco-íris. Depois, através de um dispositivo dividindo em sete cores, cada uma dos quais pintando com uma das cores do espectro, que ao girar rapidamente, as cores se superpõem sobre a retina do olho do observador, dando a sensação do branco, conhecido como o Disco de Newton. No mesmo artigo Newton escreve:

"...a observação experimental do fenômeno inverso ao da dispersão das cores do espectro pelo prisma: Mas a composição surpreendente e maravilhosa foi aquela da brancura. Não há nenhum tipo de raio que sozinho possa exibi-la. Ela é sempre composta... Frequentemente tenho observado que fazendo convergir todas as cores do prisma e sendo desse modo novamente misturadas como estavam na luz inteiramente e perfeitamente branca..."

Notamos que a luz se propaga em forma de variações transversais e atravessam com menor ou maior facilidade, todas as substancias chamadas transparentes. Para Neto (1980), luz é a designação que recebe a radiação eletromagnética que ao penetrar no olho humano, acarreta uma sensação de claridade sendo ela responsável pelo transporte de todas as informações visuais que recebemos. Explica Rocha (2002, p. 221) que para Newton a luz é composta por corpos luminosos, que chega até aos olhos do observador e produz a sensação de luminosidade, como a emissão, por parte de pequenas partículas e diz:

"Disso, portanto vem que a brancura é a cor usual da luz, pois a luz é um agregado confuso de raios dotados de todos os tipos de cores, como elas [as cores] são promiscuamente lançadas dos corpos luminosos."


Com essa teoria chamada Teoria corpuscular da escuridão, ele não inventou o telescópio refletor – que causa aberrações cromáticas, emprega um espelho côncavo, que reflete a luz. Certamente já vimos isso acontecer: por um pedaço de vidro, um aquário ou algo de gênero que produz faixas coloridas, como um CD qualquer, verá os reflexos produzidos que variam uma gama de cores vivas. As gotas de chuva tem o mesmo efeito, na fronteira do ar com a água, a luz é refratada e os diferentes comprimentos de onde que formam a luz do Sol são inclinados em diferentes ângulos, como no prisma de Newton, no interior das gotas passam, as cores desdobram, ate atingirem a parede côncava do outro lado e assim são refletidas de volta e para baixo, saindo da gota de chuva. A cor, portanto, pode ser considerada uma sensação ou efeito fisiológico que produz cada um destes elementos dispersos que constituem a luz branca.

[editar] Século XVIII

Ainda no século XVIII, um impressor chamado Le Blon testou diversos pigmentos até chegar aos três básicos para impressão: o vermelho, amarelo e azul.

[editar] Século XIX

No século XIX o poeta Goethe se apaixonou pela questão da cor e passou trinta anos tentando terminar o que considerava sua obra máxima: um tratado sobre as cores que poria abaixo a teoria de Newton.

A principal objeção de Goethe a Newton era de que a luz branca não podia ser constituída por cores, cada uma delas mais escura que o branco. Assim ele defendia a idéia das cores serem resultado da interação da luz com a "não luz" ou a escuridão.

Por exemplo, o experimento da luz decomposta em cores ao passar por um prisma foi explicado por ele como um efeito do meio translúcido (o vidro) enfraquecendo a luz branca.

O amarelo seria a impressão produzida no olho pela luz branca vinda em nossa direção através de um meio translúcido. O sol e a lua parecem amarelados por sua luz passar pela atmosfera até chegar a nós.

Já o azul seria o resultado da fuga da luz de nós até a escuridão. O céu é azul porque a luz refletida na terra volta em direção ao espaço negro através da atmosfera. Da mesma forma o mar, onde a luz penetra alguns metros em direção ao fundo escuro. Ou as montanhas ao longe que parecem azuladas.

O verde seria a neutralização do azul e do amarelo. Como no mar raso ou numa piscina, onde a luz refletida no fundo vem em nossa direção (amarelo) ao mesmo tempo que vai do sol em direção ao fundo (azul).

A intensificação do azul, ou seja a luz muito enfraquecida ao ir em direção à escuridão torna-se violeta, do mesmo modo que o amarelo intensificado, como o sol nascente, mais fraco, e tendo que passar por um percurso maior de atmosfera até nosso olho fica avermelhado.

A interpretação do arco íris é assim modificada. Os dois extremos tendem ao vermelho, que representa o enfraquecimento máximo da luz.

E ele realmente descobriu aspectos que Newton ignorara sobre a fisiologia e psicologia da cor. Observou a retenção das cores na retina, a tendência do olho humano em ver nas bordas de uma cor complementar, notou que objetos brancos sempre parecem maiores do que negros.

Também reinterpretou as cores, pigmentos de Le Blon, renomeando-os púrpura, amarelo e azul claro, se aproximando com muita precisão das atuais tintas magenta, amarelo e ciano utilizadas em impressão industrial.

Porém as observações de Goethe em nada feriram a teoria de Newton, parte devido ao enorme prestígio do físico inglês, e parte porque suas explicações para os fenômenos eram muitas vezes insatisfatórias e ele não propunha nenhum método científico para provar suas teses. Sua publicação "A teoria das cores" caiu em descrédito na comunidade científica, não despertou interesse entre os artistas e era deveras complexo para leigos.

Suas observações foram resgatadas no início do século XX pelos estudiosos da gestalt e sobre pintores modernos como Paul Klee e Kandinsky.

Atualmente, o estudo da teoria das cores nas universidades se divide em três matérias com as mesmas características que Goethe propunha para cores: a cor física (óptica física), a cor fisiológica (óptica fisiológica) e a cor química (óptica fisico-química).

O conteúdo é basicamente a teoria de Newton acrescida de observações modernas sobre ondas. Os estudos de Goethe ainda podem ser encontrados em livros de psicologia, arte e mesmo livros infanto-juvenis que apresentam ilusões de óptica. tomaz

sábado, 3 de outubro de 2009

Vamos falar um pouco da História da Arte!!!





Essa é uma das obras de Van Gogh







A história da arte é uma disciplina que estuda a evolução das expressões artísticas, a constituição e a variação das formas, dos estilos, dos conceitos transmitidos através das obras de arte.




Costuma referir-se à história das artes visuais mais tradicionais, como a pintura, escultura e arquitetura.



Se bem que as idéias sobre a definição de arte tenham sofrido mudanças ao longo do tempo, o campo da história da arte tenta categorizar as mudanças na arte ao longo do tempo e compreender melhor a forma como a arte modela e é modelada pelas perspectivas e impulsos criativos dos seus praticantes. Embora muitos pensem na história da arte simplesmente como o estudo da sua evolução ocidental, o assunto inclui toda a arte, dos megalitos da Europa Ocidental às pinturas da dinastia Tang, na China.

Características da arte na pré-história e suas diferenças com a arte na atualidade


As características da arte na pré-história podem ser inferidas a partir dos povos que vivem atualmente ou viveram até recentemente na pré-historia (por exemplo, os aborígenes, os índios). Na pré-história, a arte não era algo que pudesse ser separada das outras esferas da vida. Ela não se separava dos mitos, da economia, da política, e essas atividades também não eram separadas entre si. Todas essas esferas formavam um todo em que tudo tinha que ser arte, ter uma estética, porque nada era puramente utilitário, como são hoje um abridor de latas ou uma urna eleitoral. Tudo era ao mesmo tempo mítico, político, econômico e estético. E todos participavam nessas coisas.



A arte como uma palavra que designa uma efera separada de todo o resto só surgiu quando surgiram as castas, classes e Estados, isto é, quando todas aquelas esferas da vida se tornaram especializações de determinadas pessoas: o governante com a política, os camponeses com a economia, os sacerdotes com a religião e os artesãos com a arte. Só aí é que surge a arte "pura", separada do resto da vida, e a palavra que a designa.



Mas antes do renascimento, os artesãos eram muito ligados à economia, muitos eram mercadores e é daí que vem a palavra "artesanato". Então a arte ainda era raramente separável da economia (embora na grécia antiga, a arte tenha chegado a ter uma relativa autonomia), por isso, a palavra "arte" era sinônimo de "técnica", ou seja,"produzir alguma coisa" num contexto urbano. No renascimento, alguns artesãos foram sustentados por nobres, os mecenas (os Médici, por exemplo), apenas para que produzissem arte, uma arte realmente "pura". Surgiu então a arte como a arte que conhecemos hoje, assim como a categoria daqueles que passaram a ser chamados de "artistas".


Cléo.
Sábado 03 de outubro de 2009.